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O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.

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NunoSantosDias
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MensagemAssunto: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qui Abr 03, 2008 9:33 pm

Peça imprescindivel nesta actividade, fará a diferença entre uma jornada de caça confortavél ou uma constante luta contra o frio e outras agressões do meio.
Antes de falar do fato propriamente dito convem fazer referência ao comportamento do corpo humano face ao frio, porque e como acontece e quais os mecanismos naturais de defesa do organismo. Alem disso convem referir tambem quais os materiais que compoêm um fato, quais as diferenças entre si e que vantagens oferecem ao caçador. Na hora de fazer uma decisao estes factores sao os que mais pesam consoante o orçamento que possuimos pois esta é normalmente a peça mais cara do equipamento.

O FRIO :

O ser humano é um animal homeotérmico, ou seja, que controla a sua temperatura central mantendo-a constante atraves de diversos processos, com uma pequena variação de apenas ± 0,6°C. Existe uma estreita faixa de temperaturas, que fica ao redor dos 36,7°C e 37°C , (quando medida na boca) ,dentro da qual nosso corpo consegue funcionar adequadamente, regulando as funções das células através do equilíbrio entre a quantidade de calor produzida e a quantidade perdida. Fora desta faixa, podem ocorrer problemas graves , inclusivé a morte.
Porém a temperatura pode variar com maior amplitude quando se praticam actividades físicas intensas ou quando se está exposto a temperaturas ambientais severas, sendo que um homem com maior percentagem de celulas de gordura aguentará melhor o frio que um mais magro e este por sua vez falo-á melhor que uma mulher que por sua vez resistirá melhor que uma criança.
Em situações onde a temperatura do corpo está excessivamente baixa, o organismo actua através dos seguines mecanismos de defesa:

1. Vasoconstrição cutânea em todo o corpo.
2. Piloereção.
3. Aumento da produção de calor.

Quando o ambiente está frio, e começamos a perder calor, são accionados, pequenos músculos que ficam na raiz de cada pêlo. Esta acção causa de imediato o conhecido arrepio, (uma onda de trepidação muscular pelo corpo todo). O tipico tremer, que depois se estende a outros músculos, é nossa primeira protecção, pois tremer é um processo mecânico para gerar calor.
Além disso, os pelos eriçados colaboram na retenção de uma camada de ar junto à pele pois, o ar é um bom isolante térmico.
Outra proteção natural do corpo é enrolar-se, fechar as mãos, cruzar os braços, encolher as pernas e curvar o corpo. Tudo isto são actos reflexos para diminuir a superfície externa exposta pois quanto menor esta for, menor será a área pela qual o calor pode escapar.
O fígado, cérebro, coração e músculos esqueléticos são os principais responsáveis pela produção de calor, sendo este um dos principais subprodutos do nosso metabolismo. Este calor é então transferido para a pele, onde é perdido para o meio ambiente.

A transferência de calor do centro do corpo para a pele é realizada através do fluxo sanguíneo, e a troca de calor efectua-se principalmente na periferia, em regiões expostas como as mãos, os pés e as orelhas. Dentro de agua a zona axilar e peitoral assim como a area da nuca são as areas mais afectadas a seguir ás extremidades. Podemos então perceber que a pele funciona como um radiador. Os fatores que determinam a quantidade de calor perdido são:

1. Velocidade com que o calor é transferido das partes mais interiores do corpo para a pele.
2. Velocidade com que o calor é transferido da pele para o ambiente.

Este calor é conduzido essencialmente pelo sangue e é controlado através do grau de vasoconstrição das arteríolas e anastomoses arteriovenosas, que por sua vez são controladas pelo sistema nervoso simpático.
O ser humano possui um ponto fixo de temperatura que em média fica em torno dos 37°C. Pequenas variações de temperaturas para mais ou menos estimulam rapidamente os mecanismos reguladores que trazem a temperatura de volta para o ponto fixo.
Este ponto fixo pode sofrer pequenas variações de acordo com a atividade dos receptores térmicos. Em ambientes extremamente frios ou quentes contudo, o controle comportamental da temperatura corporal é o mais eficiente. Este mecanismo consiste na emissão de estímulos de desconforto pelo cérebro, seja pelo frio ou pelo calor, assim a pessoa sabe se precisa procurar um ambiente mais adequado, ou proteger-se de outra maneira.
Os sinais de perda de calor não devem ser ignorados nunca!!! Quando estes surgirem significa que o ponto de conforto foi ultrapassado e devemos abandonar a água!!!



No ponto de vista mecânico o calor pode transmitir-se de um local mais quente para outro mais frio, de três modos distintos: a conduçao, a convecção e a irradiação. Ainda que os três possam ocorrer de forma simultânea, um deles pode ter maior relevância, sobre os outros, em cada situação:

1. Condução: Processo em que o calor passa de particula para particula entre a extremidade mais quente e a extremidade mais fria. A troca de calor direta com outros objetos através da condução é responsável por uma parte bem pequena da quantidade de calor perdida (3%). Já a condução para o ar representa uma parte bem mais significativa, cerca de 15% e para a agua a percentagem é bastante superior a esta, devido ás propriedades condutoras da mesma, daí que seja muito importante que o fato esteja ajustado á pele e sem zonas que possam criar bolsas de água dificeis de aquecer anulando grande parte da protecção térmica que este oferece.
2. Convecção: Este modo de propagação do calor ocorre apenas com os fluidos (líquidos e gases) e pressupõe-se a existência de fluxos no interior deles. Massas de fluidos a baixas temperaturas são substituídas por massas de fluido a maior temperatura que estão em contato com a fonte de calor. Esses movimentos do fluido produzem-se, em geral, como conseqüência de uma diferença de peso específico que o fluido quente apresenta em relação ao fluido frio: O fluido quente é menos denso e sobe, dando lugar ao fluido frio, mais denso. É a etapa após a condução e faz com que a agua fria fique perto da pele sendo imperativo que o neoprene fique o mais junto possivel ao corpo evitanto esta perda de calor com o aquecimento uniforme da agua que aí fica retida sem circular. É tambem devido a este fenomeno que o ar contido dentro do fato circula caso as celulas de ar do neoprene nao sejam convenientemente isoladas entre si.
3. Irradiação: A irradiação é o terceiro modo através do qual o calor pode propagar-se. Todos os corpos emitem e absorvem calor sob a forma de radiação eletromagnética. Em geral, quanto maior a temperatura da fonte térmica, maior será a quantidade de energia radiante emitida. Uma superfície de côr escura absorve bem a radiação incidente sobre ela. Ao contrário, uma superfície de cor clara não absorve praticamente nada da radiação que recebe. Sendo assim é natural que um fato de côr clara absorva menos calor que um de côr escura.

Quando a temperatura corporal for maior que a do ambiente as perdas de calor dão-se essencialmente por condução. O uso do fato reduz a perda de calor por condução e convecção em grande parte, pois reduz quase por completo o fluxo de agua, no entanto, se o fato estiver largo, ou tiver zonas de circulação de agua como um fecho ou as bolsas que se formam na zona do peito devido ás alças das calças a sua capacidade de manutenção térmica é fortemente prejudicada, pois a água é um excelente condutor fazendo-nos perder calor 25 vezes mais rapido que o ar!!!

O NEOPRENE:

Em Abril de 1930 o Dr. Julius Arthur Nieuwland, professor de quimica na universidade de Notre Dame descobriu uma substância semelhante á borracha durante uma experiência de polimerização com acetileno. A patente desta substância foi comprada pela Dupond em 1931 e juntamente com o Dr. Wallace Carothers, Nieuwland continuou o desenvolvimento comercial desta substância levando ao poly-cloroprene, registado na altura sobre o nome de Duprene e conhecido hoje em dia como neoprene, que basicamente é um derivado do petroleo, semelhante a uma espuma com aspecto de borracha e com celulas ou bolhas de nitrogenio.
Actualmente os neoprenes que compoêm os nossos fatos são produzidos maioritariamente na Ásia, no Japão, na Coreia ou em Taiwan. Os neoprenes mais conhecidos são os Cheiko, Daiwa e o Yamamoto. O neoprene é comprado em placas, em media com 1,20 x 2,10 mts e em diversas espessuras dos 3 aos 10 mm, ( com uma placa de 10 mm de espessura fazem-se duas de 5 mm ou uma de 3 e outra de 7 mm). Estas placas podem ser forradas com nylon, jersey ou lycra; dos dois lados, apenas de um ou lisas de um lado e sem forro do outro. Nos ultimos anos têm surgido no mercado neoprenes com uma pelicula metalizada a revestir a parte interior vulgarmente conhecida por “Titanium”, “Metalite” ou “Bluetermic” entre outros nomes. Esta pelicula retem de forma mais eficaz o calor e torna mais facil o processo de vestir o fato podendo mesmo ser feito a sêco nalguns casos.
A qualidade do neoprene depende da materia prima utilizada na sua composição e da forma como as celulas estão dispostas, pois quanto mais independentes forem umas das outras melhor será a performance do neoprene. Esta performance é composta essencialmente por 4 factores:

1. Leveza: Quanto maior for a percentagem de celulas fechadas melhor será a capacidade do neoprene conter o ar e logo mais leve e ligeiro será.
2. Isolação: O ar contido nas celulas fechadas aumenta o nivel de isolação, limitando a perda de calor por convecção. A boa isolação do neoprene é importante na manutenção da temperatura corporal, exemplo disso são os fatos lisos que mantêm o corpo muito mais isolado que os forrados, pois o nylon, o jersey e a lycra são mais permeaveis á água e ao vento. Outro elemento a ter em conta é a capacidade do neoprene absorver água. Quanto mais agua absorver menor será a capacidade isolante e mais pesado ficará o que logicamente será uma maior perda de eficacia quanto ao isolamento.
3. Elasticidade: O neoprene dos fatos de caça tem uma elasticidade compreendida entre os 500 e os 1000%., dependendo da marca. Outro criterio a ter em conta quanto á elasticidade é a quantidade de força aplicada sobre a materia para um dado alongamento pois quanto mais elastico for o neoprene menor será o esforço que faremos nos movimentos e logo menor será o cansaço que se fará sentir daí a importancia do criterio de elasticidade do neoprene na pratica intensiva da caça submarina. Outras das vantagens da elasticidade é a de servir como um “amortecedor” da pressão no corpo humano. A elasticidade vai depender em grande parte do material que forra o exterior do fato. Um fato liso será sempre mais elástico do que um com Nylon Jersey ou Lycra.
4. Resistência : A pressão tem um efeito destrutivo sobre o neoprene, esmagando-o com o tempo sobretudo se caçamos fundo ou se tambem utilizamos o fato para mergulhar com escafandro autonomo. A pressão pode reduzir a espessura do neoprene até 30% do valor original. O relevo do meio tal como as rochas, conchas, ouriços, corais ou até chaparias de destroços é sem duvida um dos principais agressores do neoprene. Se o neoprene for liso resistirá muito menos que um com forro exterior em Nylon, Jersey ou Lycra. Neste campo os reforços em zonas de abrasão como os joelhos e os cotovelos desempenham um papel importante na durabilidade do fato sendo os forros do genero do Supratex os mais indicados para o efeito pois apresentam uma malha cruzada elástica, muito resistente e ligeira. No caso dos fatos lisos a elasticidade será um factor perponderante na resistencia ao alongamento provocado por roçaduras contra as rochas ou outros acidentes do fundo. O sol ataca o neoprene descolando e descolorando o forro exterior sendo o ozono ainda mais agressivo provocando uma degradação da superficie do neoprene sob a forma de fissuras e pequenas rachas visiveis sobretudo nos fatos lisos com algum uso. Por fim resta mencionar a agua salgada que tambem ataca o neoprene, o forro e as costuras. Convem então que o neoprene utilizado na confecção do fato tenha um bom factor de resistência a estes agentes agressores.


Última edição por NunoSantosDias dia Qui Abr 03, 2008 9:37 pm, editado 1 vezes
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NunoSantosDias
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MensagemAssunto: O Fato Parte 2 - Criterios Essenciais   Qui Abr 03, 2008 9:35 pm

O FATO :

O fato é a nossa segunda pele dentro de agua, pois é ele que nos vai manter quentes permitindo apenas a passagem de uma fina pelicula de agua que fica retida no seu interior protegendo-nos da troca directa de calor com o oceano que nos rodeia além de nos proteger contra agressões directas do meio tais como cortes, vento, queimaduras de anemonas e queimaduras solares, entre outras.

A escolha do fato vai obedecer a varios criterios:

• O orçamento,(este é talvez o factor que mais pesa na escolha do fato).
• A temperatura da água.
• O tempo de permanência dentro de água.
• O tipo de caça que mais praticamos.
• A profundidade a que costumamos caçar.
• A frequência com que o fazemos.

Independentemente destes factores, (com excepção do orçamento é claro), o fato deverá sempre que possivel obedecer aos seguintes critérios:

• O fato para a caça submarina será sempre composto por duas peças: o casaco e as calças, (exceptuando zonas onde a temperatura da agua não o justifique)
• Nunca deverá ser forrado do lado interior com Nylon, Jersey ou Lycra devendo as celulas de neoprene estar em contacto directo com a pele,( podendo no entanto possuir o revestimento “titanizado”,como que referi antes, que lhe trará uma mais valia a nivel do aquecimento mas tambem um acrescimo ao preço. Convém ter em atenção pois este revestimento supostamente permite vestir o fato a sêco, no entanto com o tempo perderá esta capacidade sendo aconselhavél pelo menos o uso de agua sempre que se vestir um fato com esta pelicula interior). Estes fatos sem forro interior vieram a ser conhecidos como “especiais de caça” pois são os mais adequados para esta actividade.
• Outro factor a ter em conta são as entradas de água. Estas devem ser limitadas para não permitir a circulação da agua no seu interior. Sendo assim o fato nunca deve ter fecho.(É de referir que em pessoas já com uma “certa” idade e com excesso de peso o fecho facilita bastante o vestir e despir o fato sendo nestas situações uma mais valia)
• Deve possuir vedantes ou zonas de maior aderência nos punhos, nos tornozelos e em volta da cara.
• As calças não devem possuir alças, isto porque a zona do peito acumulará uma quantidade de agua excessiva que nunca será aquecida pelo nosso corpo na sua totalidade, além de que um fato sem alças é bem mais pratico naquelas horas de aflição em que temos de “ir á casa de banho” bastando para isso subir para uma rocha ou para o barco, desapertar a rabeira e baixar as calças sem ter de tirar o casaco. Como a maioria das marcas ainda não fornece calças sem alças, estas podem cortar-se em casa com uma simples tesoura, um pouco abaixo do nivel do peito, podendo de seguida levar um pouco de cola de neoprene no rebordo para evitar que o forro exterior se comece a descolar nesta zona, ou inclusivé fazer-se um remate com a maquina de cozer usando de preferência para esse efeito linha de Nylon. O uso de um colete em neoprene, (com espessura de 1,5 a 3mm), substitui as alças na perfeição isolando muito melhor e com maior conforto.
• Convem fazer uma chamada de atenção para as costuras. Estas nunca devem passar o neoprene na totalidade pois mesmo que sejam coladas e depois seladas com o tempo deixarão entrar água, (isto não se aplica aos fatos lisos pois estes não possuem costuras).
• Devido ás temperaturas que se fazem sentir na nossa costa o fato deverá ter capucho integrado pois a zona da nuca é uma das areas de maior perda de calor e a protecção que confere em relação ás agressões do meio é essencial nesta zona do corpo.

Findo o capitulo dos “obrigatórios” passo a referir as “mais valias” aconselhaveis que irão tornar o fato mais caro mas sem duvida mais duravel e com melhor prestação :

• Protecções e reforços: As zonas de maior contacto com os acidentes de fundo e logo sujeitas a um maior desgaste e abrasão são sem duvida a zona das nadegas, joelhos, canelas, e a area compreendida entre os punhos e os cotovelos. Num bom fato estas areas estarão reforçadas e em alguns com uma cobertura especial. Os melhores reforços são os de Jersey ou Nylon trançado do tipo Supratex ou Diamond Nylon, entre outros,(o nome do tecido varia de marca para marca), que consistem num tecido bastante elástico e resistente a cortes e abrasões, normalmente com um padrão “ripstop”, (pequenos quadrados trançados que devido á sua malha impedem os cortes de progredir).
• Placa de carregamento: Outro reforço que vale a pena mencionar é a chamada “placa de carregamento” que consiste num reforço da zona do peito onde o punho da arma encosta durante a operação de carregamento. Esta placa não só proporciona uma maior protecção naquela zona de fricção como tambem deve proporcionar um ligeiro aumento de espessura para maior conforto do caçador durante esta operação, em especial quando se quer carregar a arma no ultimo entalhe do arpão, (neste caso quase sempre se apoia o punho no peito pois facilita bastante a passagem da ogiva do primeiro para o segundo entalhe).
• O sistema de presilhas da rabeira: Este não deve ser em Velcro pois este material tem tendencia a deixar de agarrar com o tempo levando a rabeira a soltar-se com os movimentos do caçador. As presilhas em plastico são o sistema mais eficaz podendo apresentar-se em par ou á unidade.
• Revestimento interior: Outra optimização que já foi referida antes consiste num revestimento interior aplicado no neoprene que tem um aspecto metalizado e é conhecido entre outros nomes por “Metallite”, “Bluetermic” , “Biotermic” ou “Titanium”, (todos estes são nomes atribuidos pelas marcas), e que pode reter o calor até mais 30% do que o neoprene simples mantendo no entanto as propriedades deste. Convém referir que o neoprene com este revestimento tem tendência a enfraquecer mais rápido.
• Padrão camuflado: Segundo o fenomeno da irradiação um fato com um padrão exterior claro será obviamente menos quente do que um de côr escura pois absorve muito menos radiação. Fora este critério de escolha do padrão exterior existe, a questão da côr propriamente dita. Antes de mais convêm referir que independentemente da côr ou padrão escolhido este deve ser sempre de tons sóbrios e nunca berrantes ou fluorescentes com o denunciar obvio da presença do caçador que daí possa advir. No inicio da decada de oitenta surgiu o primeiro padrão camuflado num fato de caça e desde então que estes padrões têm aparecido no mercado com as mais variadas cores de acordo com o tipo de fundo em que se cace. Para melhor entender a questão da escolha da côr convem ter um conhecimento geral sobre alguns topicos:

1. A visão policromática: O conceito de visão policromática, (ou simplesmente a cores), é a capacidade que um organismo tem de distinguir um objecto baseado no comprimento de onda que o mesmo emite ou reflecte. Por exemplo, um peixe-cão (Bodianus scrofa), não é vermelho porque emite luz vermelha mas sim porque absorve todas as frequencias luminosas que incidem sobre ele excepto aquelas que denominamos de “vermelho”.
2. A Visão Policromatica nos peixes: A maior parte dos peixes pode vêr a cores, pois a constituição dos seus olhos é semelhante á dos nossos. Tal como nos humanos a retina do olho de um peixe tem dois tipos de celulas receptoras: os cones e os bastonetes. Os cones têm menos sensibilidade á luz mas têm 3 pigmentos diferentes,(azul, verde e vermelho), para responder à intensidade do comprimento de luz incidente e através destes consegue-se uma visão a cores e com detalhes. Os bastonetes têm 1 pigmento, com visão em preto e branco e visão noturna pois são muito mais sensíveis á luz, ou seja, a menor intensidade luminosa é capaz de estimulá-los. Os mecanismos de percepção cromatica estão intimamente ligados a factores evolutivos dos quais o mais proeminente será sem duvida a capacidade de reconhecimento das fontes de alimentação sendo assim, em teoria é natural que os peixes de habitos nocturnos tenham mais bastonetes e sejam menos sensiveis ás cores e os com habitos diurnos maior numero de cones e tenham uma maior sensibilidade cromatica. Outro factor a ter em conta é o pormenor da incidencia da luz solar no meio aquatico que tem um comportamento diferente daquele a que estamos habituados em terra. Um peixe cão á luz de um candeeiro, de uma lanterna ou á luz do dia será sempre vermelho, no entanto debaixo de agua e conforme a profundidade aumenta, este passará a ser castanho e por fim terá um tom acinzentado escuro, isto porque as diferentes cores contidas na luz solar viajam em comprimentos de onda diferentes. Os mais longos são os vermelhos, seguidos dos laranjas, amarelos, verdes, azuis e por fim os violetas. Quando a luz solar atravessa a agua parte da sua energia é absorvida sendo os padrões de ondas mais compridos os primeiros a serem absorvidos, logo os tons mais quentes esbatem-se e vão-se tornando gradualmente acinzentados e escuros conforme a luz penetra na coluna de agua. A côr vermelha é praticamente absorvida na sua totalidade nos primeiros 6 a 8 metros, o laranja vai-se perdendo entre os 9 e os 12, o amarelo entre os 18 e os 21 e o verde e o azul mantêm-se mais ou menos perceptiveis até onde a luz chegar. Por exemplo, o peixe cão evolui normalmente em profundidades na ordem dos 15 metros para baixo, a esta profundidade tem um tom acastanhado escuro e para quem nunca caçou um, após o tiro, quando se chega á superficie e se recolhe o peixe a surpresa é grande pois este animal é de uma coloração vermelho rosado muito viva bastante diferente da cor esbatida que possuia no fundo. A intensidade total da luz tambem é importante pois num dia enevoado a luz não penetrará tão bem como num dia de ceu limpo e ao final da tarde essa mesma intensidade será menor, sendo que a visão dos peixes nestas ocasiões mudará para o uso dos bastonetes em deterimento dos cones pois a visao policromatica deixará de ter tanto efeito nestes casos. Quanto aos peixes do azul, estes têm uma capacidade de definição de côr menos apurada, fazendo um maior uso dos bastonetes em especial para definir contornos de silhuetas á distância pois esta capacidade é essencial á sua sobrevivência.


Basicamente o padrão camuflado terá alguma utilidade em situações muito especificas como a caça á espera e a caça nas algas, onde a morfologia do fundo assim o justifique, no entanto no azul tambem tem o seu interesse. Este padrão resulta no seu melhor em situações de perfeita imobilidade pois a partir do momento em que o caçador se mexe denuncia a sua presença e a camuflagem deixa de ter qualquer efeito. De resto a maioria dos padrões monocromaticos tambem dissimulam de certa forma a silhueta do caçador, embora com menor efeito. É esta a maior vantagem que o camuflado pode ter, pois se a silhueta estiver dissimulada, a identificação do caçador não será tão obvia, deixando o peixe confuso com a impossibilidade de defenir os contornos do ser que se apresenta á sua frente ou até mesmo de o localizar em situações de imobilidade perfeita. No azul a defenição do contorno da silhueta é de importância acrescida, pois é esta capacidade que revela aos pelágicos o tamanho das presas e dos predadores com que se deparam e quanto mais apurada e rapida for maiores serão as hipoteses de sobrevivência logo uma silhueta mal definida permitirá uma melhor aproximação pois o peixe ficará curioso perante a incapacidade de definir com clareza o objecto que se lhe apresenta. Na nossa costa a altura ideal para o uso deste tipo de padrão será a Primavera e o Verão pois a laminária abunda e as aguas estão mais calmas ajudando á imobilidade. Convêm referir que o padrão camuflado não é substituto de uma tecnica de caça apurada e apenas com esta se poderá tirar partido do mesmo.
• Fatos lisos: Para concluir o topico das “mais valias” resta fazer referência aos fatos lisos. Neste caso especifico o mais vantajoso será o liso sem forro em deterimento do liso forrado ou do liso “sandwich” que basicamente consistem na aplicação de um forro em nylon no interior ou entre o neoprene para conferir maior resistência ao mesmo mas anulando-lhe a elasticidade e conforto que os caracteriza. As vantagens dos fatos lisos são:

1. O menor atrito: O neoprene “em bruto” apresenta uma superficie rigorosamente plana, optimizando a penetraçaõ na água e facilitanto a deslocação quando imerso pois o seu exterior é liso, reduzindo o atrito, contrariamente aos fatos com o exterior forrado que retêm agua no tecido.
2. A capacidade termica: Um fato liso sem forro é sempre mais quente que um com tecido exterior da mesma espessura. A textura não retem agua, seca mais rapido e não deixa passar o vento, o que nas deslocações de barco assim como na preparação da imersão á superficie onde as costas estão expostas, é extremamente vantajoso evitando a perda de temperatura por acção do vento. Alem disso, estes fatos “colam-se” literalmente á pele reduzindo as entradas e circulação de agua de forma notavel.
3. O conforto e elasticidade: Os fatos lisos são de um conforto e elasticidade superior devido á ausencia de forro exterior e interior no neoprene. O forro colado ao neoprene acresce-lhe resistência mas retira-lhe bastante elasticidade.Esta elasticidade é maior quanto mais bolhas de gas tiver o neoprene, no entanto convem referir que um neoprene com maior quantidade de gas tem uma resistencia á compressão por parte da pressão atmosferica inferior, factor a ter em conta quando se tem por habito caçar fundo.

Como não há “bela sem senão” os fatos lisos têm uma duração optima inferior e são sem duvida menos resistentes ás agressões do meio, além de requererem atenção constante nas costuras pois são colados e com o uso vão-se descolando nas zonas de maior solicitação e nas zonas onde haja arranhões. Para que não haja dissabores verificar o fato depois de seco e proceder á respectiva colagem é um bom habito a adquirir. Requerem tambem uma atenção especial ao vestir e despir pois é durante esta acção que são mais passiveis de se rasgarem. Para evitar esta situação convém “ensaboar” bem o fato por dentro e por fora tanto ao colocar como a retira-lo. São menos resistentes á acção dos raios ultra violeta e sendo um producto manufacturado, pois não são cozidos á maquina mas sim colados á mão, têm um preço 15 a 20% superior que um “especial de caça” normal. Uma boa opção presente no mercado são os lisos com protecções nas areas de maior contacto com o meio. Mantêm o conforto e elastecidade do liso aliada á mais valia a nivel de resistencia que essas mesmas protecções lhe conferem. Outra combinação usual hoje em dia é o uso apenas de um casaco liso sendo as calças em especial de caça normal com as vantagens obvias que daí advêm não só a nivel de performance como de orçamento.

Espero ter ajudado, um abraço e boas caçadas...
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Pedro - Admin
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Sex Abr 04, 2008 9:53 pm

Excelente tópico, está practicamente tudo dito Exclamation Tenho um fato liso para o Inverno e um camuflado para o Verão e as minhas experiências só vêm confirmar tudo o que escreveste neste tópico. Espero que o pessoal que se está a iniciar aproveite este tópico para tirar todos os ensinamentos study
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Paulo
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Dom Jun 22, 2008 8:42 pm

Boas eu vou comprar um fato um dia destes
queria que me desses unx conselhos visto que não posso comprar dois fatos
queria saber cual a marca k mais me aconsselhas, se é camuflado ou não, essas coisa
espero que me ajudes visto que tenx mais experiência Very Happy
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NunoSantosDias
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Seg Jun 23, 2008 12:20 pm

Olá Paulo,


Este será o teu primeiro fato certo?
Nesta perspectiva e assumindo que ainda não caças á muito tempo ou que pelo menos terás pouca experiência, o camuflado estará fora de questão pois certamente não tirarás praticamente partido dele.
Essencialmente necessitas de um fato que seja comodo, penso que mais do que 5mm não vale a pena pois se estás habituado a não usar fato um 5mm será um forno e bastará, (além disso é mais elástico e restringe muito menos a movimentação).

A nivel de mercado posso te dar algumas opções sempre na perspectiva da relação qualidade/preço pois no primeiro fato estes são os factores essenciais:

1 - Sporasub Squadra Pro - 5,5mm espessura, especial de caça, placa de carregamento, joelheiras e cotoveleiras em Dyamond Nylon, (ja vem com as caças sem alças). O fato esta em promoção na Tutti Pesca Mare (loja online) e vem com a oferta de um par de meias e umas luvas de neoprene da Technisub.

A promoção já só tem dois tamanhos o S e o M. O preço é 105€ pelo conjunto e a entrega em Portugal fica em 27€ - Total 132€.

Se algum destes tamanhos te serve aproveita pois este é um excelente fato tanto a nivel da qualidade como da resistencia.

Link:

http://www.tuttopescamare.com/articoli/subacquea/mute_subacquee/mute_subacquee/muta_squadra_pro_5_5mm_spaccato_calzari_e_guanti_omaggio2.asp

2 - Sporasub Instinct - 5,5mm espessura, bi-forrado, placa de carregamento.

É um fato mais simples, bi-forrado, sem protecçoes. Está em promoção na Tutti Pesca Mare (loja online) e apenas sobram tambem dois tamanhos, o S e o L. Custa 89,90€ e com a entrega em Portugal fica em 116,90€.

Link:

http://www.tuttopescamare.com/articoli/subacquea/mute_subacquee/mute_subacquee/muta_instinct_5_5mm_bifoderata1.asp


3 - Subacqua Apnea Blue System - 5mm de espessura, especial de caça com bluetermic (metalite), placa de carregamento e reforço nas joelheiras.

É um fato simples, com o conforto acrescido do interior forrado em metalite (um pouco mais quente que o especial de caça normal)

Está dísponivel no Casco Antiguo e penso que o preço rondará os 140€, (o Pedro poderá informar-te melhor).

Para já são estes que pude ver mas de qualquer forma se quiseres podes deixar aqui alguma proposta que tenhas visto que eu logo te dou a minha opinião.

Um abraço...

Nuno Dias

Rob Allen Dive Gear & Lizzard Wetsuits Moçambique
www.roballenmoz.com
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Paulo
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Seg Jun 23, 2008 1:53 pm

olá e obrigado por responderes mas eu descobri uma loja aqui na vila que tem vários fatos em promoção, todos a 100 euros por isso axo que vou aproveitar exte desconto
max tenho uma duvida
dentro destas 3 maqrcas qual a melhor
Omer ou Picasso?
e ja agora daqueles que se veste a seco ou normais?
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Pedro - Admin
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Seg Jun 23, 2008 3:22 pm

Viva Paulo,

Tanto a Omer como a Picasso são as duas boas mercas, por isso só mesmo comparando os modelos que estão disponiveis nessa loja e então ver qual o mais indicado para ti.

Quanto ao resto, escolhe em fato especial caça, daqueles que para vestir é preciso usar a mistura de gel duche/ água. São muito mais confortáveis, mais térmicos e mais leves de transportar pois não ensopam tanta água.
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Seg Jun 23, 2008 3:25 pm

Paulo escreveu:
olá e obrigado por responderes mas eu descobri uma loja aqui na vila que tem vários fatos em promoção, todos a 100 euros por isso axo que vou aproveitar exte desconto
max tenho uma duvida
dentro destas 3 maqrcas qual a melhor
Omer ou Picasso?
e ja agora daqueles que se veste a seco ou normais?


Boas, do pouco que sei (pratico caça sub à pouco tempo)

deveria ser dos normais, como é o 1º, o melhor é ser reforçado (cotovelos, joelhos, peito para carregar a arma) apartir dai, o indispensável é ser mesmo confortável, não muito apertado nem ficar mt largo. No meu caso por exemplo é complicado arranjar um fato justo e com o comprimento adequado, sou alto (1,90) e sou magro. por isso o fato teve que ser o numero acima ficando um pouco folgado mas com comprimento adequado. é muito confortável e não deixa passar água, que é o mais importante.

marcas é irrelevante, tenta perceber qual deles é o de melhor qualidade
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Paulo
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Seg Jun 23, 2008 10:25 pm

Boas
olha que eu tamben sou maix ou menox axim, tenho 1.80m e 62Kg vai xer meio relex scratch lol vai xer o dia tdo a exprimentar lol! Very Happy
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Paulo
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qua Jul 16, 2008 7:33 pm

Bem onten komprei o fato komo demorei algun tempo ox modelox k tavão em promoxao i para o meu tamanho fikaram um pouko exkaxox ox melhorex k tinham erao da N.A.V.A. um era d vextir a seco i o outro era camuflado max revextido a titânio i optei pelo camoflado 'N.A.V.A. MIMETIC 4,5,6mm axo k é um bom fato podião dar algumax opiniões?
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qui Jul 17, 2008 11:59 am

Tambem acho que a escolher entre esses dois fatos o camuflado revestido a titanio foi a melhor compra. Podes meter uma foto do fato para termos uma ideia melhor ?
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Paulo
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Sex Jul 18, 2008 7:06 pm

"Este fato de mergulho MIMETIC da NAVA tem um corte anatómico, sendo o casaco de 6mm e as calças de 5mm com alças. É feito em neoprene interior em Metalite azul e neoprene exterior em Nylon/Lycra para maior conforto e durabilidade. Tem ainda protector de peito, joelheiras em borracha. É um produto feito a pensar na pesca submarina. Disponível nos tamanhos clássicos.

Marca: NAVA
Tipo: fato de mergulho em neoprene
Cor: Camouflado
Fecho: Não
Tamanhos: S, M, L e XL
Peso: 2500.00 gr "
(foi retrado da Loja da Pesca)


http://i42.servimg.com/u/f42/12/62/36/63/imagem10.jpg
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Ter Jul 22, 2008 10:01 pm

Bem pessoal como entao eu sou um novato nestas andanças gostava de saber a opiniao sobre um fato, mais propriamente umas calças...
Que dizem das calças New Team Titanio 5mm da Omer?
como me quero iniciar, gostaria de saber se é uma boa compra... Wink
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qua Jul 23, 2008 9:06 am

Sim, a meu ver esse é um bom fato para te iniciares,pelo que vi numa foto parece ser um fato simples mas resistente com bons reforços nos joelhos e o revestimento interior em titanio facilita as manobras de vestir e despir o fato.
Claro que tudo tambem depende do preço...
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qua Jul 23, 2008 1:24 pm

Pois eu tinha tado a ver na loja online megasub e entre o "carcanel" que posso gastar aquelas foi as que tavam mais em conta.. de resto em com cada preço que ate faz mal à vista... lol!
Bem brigado pela dica, abraço.. Wink
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qua Jul 23, 2008 5:28 pm

Só para informação, na Casco Antiguo tens o Apnea Blue System a 140€ , 133 com cartão Casco
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qua Jul 23, 2008 9:55 pm

ja agora quando comprei o fato perguntei se era preciso usar champo/agua para vestir mas ele disse que não era preciso mas era melhor usar oleo d bebé jonsons baby ele tem rasão?
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qui Jul 24, 2008 1:17 pm

O oleo para bébé é de todo desaconselhado para usar no fato, este oleo vai acabar por danificar o neoprene Exclamation Exclamation Exclamation

Para vestir um fato especial caça é sempre utilizada a mistura água/gel duche

De preferencia que o gel duche tenha um PH neutro.
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qui Jul 24, 2008 9:33 pm

obrigado ainda bem que perguntei Very Happy senão daqui a uns dias tava a vestir um fato de 1mm lol! lol!
continuação de boas pescarias
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MensagemAssunto: fato nava - mundial   Qui Jul 31, 2008 6:55 pm

boas o fato que eu comprei foi um nava mundial de 5mm de expessura, alguem me pode dar alguma indicação sobre este?
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MensagemAssunto: Re: O Fato - O Meio, o Material e dicas essenciais na escolha do mesmo.   Qui Jul 31, 2008 8:06 pm

Gostava de poder dar a minha opinião, mas não conheço o fato, se pudéres mete aqui uma foto do fato.
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